Resenha da pesquisa: “Escola e família reforçam desigualdades de gênero” da Revista Nova Escola, por Priscilla Albuquerque Tavares e plano de aula sobre “Igualdade entre os gêneros”, disponível na Revista Nova Escola, de autoria de Gracielli Dall Persich
A pesquisa
nos trás uma realidade que muitas vezes não é notada na escola, dessa forma
impedindo mudanças. Que os salários de homens e mulheres são diferentes não é
novidade para muitos de nós. Sabemos que essa disparidade ocorre há anos e a
cada dia que passa as mulheres lutam para igualar-se com os homens. Essa cultura de menosprezar a mulher vem do
machismo implícito nos séculos passados, onde damas eram criadas para ficar em
casa obedecendo a seu marido, mas que não ficou somente no passado. Atualmente
só existe um motivo para essa igualde no mercado de trabalho não acontecer: a
falta de ética dos empregadores. Não devemos tratar as pessoas entre o
masculino e o feminino, mas sim, pelos méritos de cada um.
O
texto trás que a escola pode ser um fator decisivo para o posicionamento dessas
meninas, já adultas, na sociedade. A
forma do tratamento em casa com os irmãos afeta o comportamento na escola, já
que é de casa que vem a forma de se posicionar a respeito de algo. Famílias
ditas “tradicionais” estarão prejudicando suas meninas com essa forma de
tratamento, família deve sempre pregar a igualdade e a escola equalizar esse
pensamento, não auxiliar para que essas divisões continuem ocorrendo. Vejo que atualmente, esse comportamento vem
mudando passo a passo na escola, todos tem as mesmas chances de alcançar tal
objetivo melhorando dessa forma, a vida pós escola. A configuração familiar
também vem mudando o que faz que mudanças dentro da escola ocorram às vezes
positivas às vezes negativas.
Enfatizando
tudo o que foi dito, a revista nos mostra um plano de aula para tratar do
assunto com os estudantes. No início do plano, a autora coloca os meninos em
melhores locais na sala de aula, para já causar algum desconforto, e trás a
tona os problemas de desigualdade. Para adentar mais a fundo no conteúdo, é
mostrado uma reportagem que fala que existem muitas meninas fora da escola, que
muitas saem da escola para realizar afazeres domésticos ou cuidar de alguma
pessoa e também a baixa porcentagem de mulheres no ramo das exatas na Educação
Superior. Todas essas informações auxiliam ao estudante a se posicionar sobre o
tema.
A professora
sempre coloca os estudantes como colaboradores da aula questionando-os em todos
os momentos. E para a construção de conhecimento, apresenta a eles uma situação
problema, onde uma mulher enfrenta o machismo em uma entrevista de emprego, e
pede para construírem um mapa de empatia colocando-se no lugar da pessoa e
criando soluções para auxiliar nesse problema. Colocar os estudantes para
pensar nos sentimentos do outro é sempre uma boa opção em aula, quando são
desafiados por algo que ainda não conhecem, eles acabam criando a consciência
que não é certo. Para finalizar a aula seria mostrado um vídeo que retorna o
assunto e cria juntamente com os estudantes uma frase de efeito com as
informações obtidas durante a aula para registrar no caderno. Essa atividade
irá auxiliar os estudantes a fixar de maneira concreta o que foi aprendido em
aula.
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