Resenha do artigo “Como se preparar para implementar as mudanças da BNCC para ciências” da revista Nova Escola, 2017
O artigo se trata de uma entrevista com a especialista
Lilian Bacich, assessora pedagógica de ciência da revista nova escola, sobre
como as escolas e os professores devem se preparar para a implementação das
novas diretrizes que coloca o estudante como protagonista e agente de construção
de conceitos científicos.
Iniciando a entrevista a especialista aborda
as maneiras que as escolas e professores podem se preparar para a chegada das
mudanças. Ela enfatiza que o documento
precisa ser estudado rotineiramente, que conceitos devem ser compreendidos,
tais como: competências gerais, específicas, habilidades dos componentes e
relações entre verbos. O estudo deve ser
realizado com leituras verticais e horizontais em conjunto pela equipe docente.
Ao falar sobre os avanços que a BNCC trás a
autora aborda o termo do letramento científico, que pode e deve privilegiar a
investigação o que mudaria as metodologias já empregadas no ensino fundamental,
mas sempre se preocupando com a formação integral do educando. Tratar o aluno como protagonista pode se tornar
desafiador para o docente, pois tornar-se flexível com os desvios de sua
programação é difícil, mas necessário para a construção de conhecimentos
colaborativos em rede.
Quando questionada sobre os espaços e materiais
necessários para a investigação a especialista deixa bem claro que nada disso
se torna um empecilho, o professor deve ser capaz de utilizar os materiais
disponíveis para a investigação, tais como, sucata, objetos do dia-a-dia,
utensílios de cozinha e ferramentas. Materiais esses que aproximarão a ciência,
a pesquisa para a realidade dos estudantes, mostrando que todos podem ser cientistas.
“As escolas devem focar em preparar pessoas, e
não espaços ou equipamentos!” Bacich, 2017
Quando questionada sobre a progressão dos
conteúdos em espiral conta que as habilidades vão aparecendo conforme o maior
nível de complexidade durante a vida escolar. Passando de identificação, para
relacionamento e comparações para por fim, analisar os elementos relacionados.
Dessa forma adentramos na parte da física e química que agora passam a ser
trabalhadas no decorrer do ensino fundamental na disciplina ciências, por professores
de ciências. Para auxiliar os professores nessa jornada deve-se haver a troca
entre docentes especialistas nessas áreas.
Para finalizar a entrevista a especialista
foi questionada quanto às tecnologias serem empregadas de maneira realmente
pedagógica nas escolas, e diz que mesmo as escolas tendo sido equipadas
digitalmente com computadores, notebooks, tabletes e outros equipamentos os professores
não foram treinados para isso. As aulas são planejadas da mesma forma para a
sala de aula e para as aulas em meio digital, reproduzindo as mesmas sequências
de exposição de conteúdos, atividades e por fim avaliações por meio de testes.
Para que esse processo de implementação do meio digital pedagógico possa dar realmente
certo é preciso realizar projetos que estejam focados em mudar essa cultura
escolar. Sabemos que é um longo caminho a se percorrer, mas identificar que é
um processo necessário já um grande ganho dos profissionais da educação.
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