Resenha do artigo: "O futuro da educação em sociedade de conhecimento" - Young, 2010


RESENHA CRÍTICA DO ARTIGO: “O FUTURO DA EDUCAÇÃO EM UMA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO: O ARGUMENTO RADICAL EM DEFESA DE UM CURRÍCULO CENTRADO EM DISCIPLINAS” DE MICHAEL F. D. YOUNG, 2010.

O presente artigo trata da importância das disciplinas dentro do currículo. Ele trás a perspectiva das reformas na educação de 2008 na Inglaterra, onde estava havendo uma grande taxa de evasão e falta de interesse por parte dos estudantes. Sendo contrário a ideia de acalentar os estudantes a realizarem somente o que lhes interessa dentro de sua formação escolar. Entrando nesse aspecto o porquê da importância de um currículo centrado em disciplinas.
O autor nos trás duas formas de educação, a tradicionalista que ele passa a chamar de “currículo baseado em acatamento”, e para a sua teoria ele passa a chama-la de “currículo baseado em engajamento”. Inicialmente ele diz que entre as duas há um grande abismo, mas no decorrer do texto o próprio autor se contradiz inúmeras vezes. Deixando as duas teorias bem parecidas e com os mesmos fundamentos. De onde o que importa é o conhecimento que virá com o com o currículo e não baseado no aprendiz
No decorrer do texto o autor deixa caro que currículo e pedagogia são duas coisas distintas e que ambos devem ser formulados pelos seus próprios especialistas. No que se trata da pedagogia acredito que ambos devem andar de mãos dadas, não somente como um elo, mas como um instrumento de trabalho importante e adequado. Torná-los distintos faz com que duplique o trabalho do professor, que já não é pouco, e é totalmente contrário a tudo que a pedagogia atual, que nos é ensinada, mostra.
O texto trata a educação como ferramenta para mudanças sociais, tais como o desemprego, que vinha afetando em larga escala a Inglaterra. Por isso o autor defende tanto o ensino baseado em disciplinas, por ele acreditar que o conhecimento só é adquirido quando está bem embasado e assim pode atuar como um fator que pode alterar a realidade dos estudantes.
Apresentam-nos que o currículo “são os conhecimentos que um país considera importante” e que a realidade do aluno e os conhecimentos prévios são importantes somente para mobilizar o assunto que será inicializado. O texto mostra também que o currículo vem sendo utilizado como uma forma de os professores prestarem contas não como o guia para o que criado inicialmente.  
Assim trata que o currículo excluiu o conhecimento prévio do aluno. Porque o conhecimento prévio deve ser utilizado somente como uma ferramenta de trabalho do professor, pois, o autor fala os estudantes não vão para a escola aprenderem o que já sabem.
O autor trata a escola como local de “objeto de pensamento” e não como um “local de experiência” que é um contexto totalmente contrário ao que acredito. Antes de o estudante chegar a escola, ele não possui “embasamento” suficiente para entender o que é a experiência que esta vivenciando. Na escola o professor poderá dar um norte para o aprendiz identificar o que é e o que está acontecendo em diversos conceitos.
Para o autor as disciplinas reúnem os “objetos de pensamento” que são nada mais que os conceitos teóricos de algum conteúdo relacionado. Assim desconsidera que a experiência vivida sobre um determinado assunto possa ser igual ao conceito sistemático do mesmo. O autor utiliza como exemplo à cidade de Londres e como os estudantes a conhecem e a Londres que o professor de geografia utiliza como exemplo, dizendo que as associações que os estudantes fariam seriam errôneas. Uma posição totalmente equivocada do autor, pois se o professor de geografia estiver falando que em Londres há colinas e o estudante olhar pela janela da escola e conseguir enxergar uma das colinas, a associação será muito mais fácil para ambas às partes, basta o professor saber utilizar as ferramentas que estão às suas mãos ou até mesmo em seu campo de visão.
Para concluir o texto o autor trás a tona a questão econômica dos estudantes. Que estudantes que possuem uma renda maior teriam condições de aprenderem mais, pois o professor irá ensinar todos os estudantes da mesma maneira, mas os de classes inferiores não aprenderiam igualmente, pois, não possuiriam a mesma base e condições de aprender igualmente. Talvez pelas famílias com menos estruturas ou  pela comunidade em que o estudante está inserido.
Dessa forma o texto se torna bem contraditório, em partes pode-se concordar com o autor distantemente, pois as diferenças enfrentadas em sala de aula muitas vezes implicam no poder da pedagogia, bem como na maneira que o professor irá explicar aquele conteúdo em que ele é especialista. Mas distanciar o currículo da pedagogia não é interessante para nenhum dos lados, com a atual forma de trabalho interacionista que vem sendo muito bem defendida, o currículo somente de engajamento pode se tornar obsoleto e com isso os estudantes e a escola têm muito a perder. Na educação não podemos regredir jamais, somente avançar, seja em técnicas ou teorias, trabalhamos com pessoas em formação e essas não param em nenhum estágio nem se focam em somente uma coisa.


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