Análise da Realidade Através de Questionário Socioeconômico

Análise da Realidade Através de Questionário Socioeconômico
Escola Dom Henrique Gelain
8º ano A
Com os primeiros dados obtidos com o questionário pude observar que a turma é constituída majoritariamente de meninos. Dos 29 indivíduos que responderam o questionário são 17 meninos e 9 meninas. Entre estes as idades variam bastante, a grande maioria se encontra entre os 13/14 anos, alguns repetentes com 15 e 16 anos.
A maioria dos estudantes não gosta de estudar, és perceptível tanto nos meninos, quanto nas meninas. E consequentemente não gostam de vir para a escola, apesar de todos afirmarem que os pais ou responsáveis incentivem eles a estudarem.
Quando questionados sobre o motivo de não terem auxilio para estudar, alguns não responderam, outros afirmaram que os pais trabalham e não tem tempo, alguns que não precisavam de ajuda ou que não gostavam de estudar e um dos estudantes disse que os pais estavam sempre bravos e estressados, o que demonstra a falta de atenção dos pais para com os filhos. Por outro lado, tive estudantes que responderam que toda a família ajuda, principalmente os pais.
Quando questionados se faziam perguntas para os professores em caso de dúvidas a maioria das meninas disse que não perguntam ao contrário dos meninos que todos responderam que sim.
No 8º ano temos 9 repetentes, destes 7 reprovaram apenas uma vez, 1 estudante duas vezes e 1 reprovou três vezes.  A grande maioria disse que os professores dão tarefas e que corrigem posteriormente.
Nas famílias da turma a grande maioria dos pais tem somente o ensino fundamental incompleto e o mesmo se repete para as mães. Com ensino médio temos poucas pessoas. Nessa turma não há pais/mães analfabetos.
Quanto à comunicação, todos da turma possuem acesso à internet, por onde tem acesso a notícias, informações e material para estudar. Além da internet utilizam como meios de estudo livros da biblioteca e os seus cadernos. Já ao acesso a biblioteca, as respostas foram decepcionantes, a maioria dos estudantes não visita a biblioteca para fazer trabalhos ou até mesmo para retirar livros.  
Os estudantes vão para a escola de a pé. Apenas uma das meninas vai de carro.  Acredito que isso acontece, por morarem nos arredores da escola. Esse dado impacta diretamente no quesito faltas. Apesar de afirmarem não possuírem o costume de faltar aulas, sabemos que não é a realidade da turma. Os motivos das faltas que mais foram apresentados são: não acorda ou não é acordado; saúde; frio e por não gostar de ir para a escola.
A maioria da turma não gostaria de realizar atividades extraclasses, os poucos que gostariam, sugeririam as seguintes oficinas: de dança e vídeo, oficina de motos, informática e marcenaria.
Ao serem questionados sobre mudanças na escola muitos falaram em trocar a pintura ou a estrutura física da escola, a merenda se fez presente nas queixas, bem como as professoras e a direção. Alguns estudantes também gostariam de mudar o tempo de recreio e de educação física e citaram a falta de respeito com os professores por conta dos colegas.
Em casa a maioria da turma costuma ficar no celular, ajudar nas tarefas domésticas, cuidar de crianças ou animais domésticos, trabalham, jogam futebol, dormem e apenas uma menina  citou que brinca com amigas e outra que faz curso de informática.
Sobre as principais refeições realizadas o almoço e janta foram as mais representativas. Apenas um/a estudante citou a merenda escolar sendo a principal.
Quanto ao número de pessoas morando junto com o estudante foi um resultado surpreendente, a maioria mora de 3 a 4 pessoas em sua casa, mas obtivemos o resultado de 6, 7, 8 e 9 pessoas morando na mesma casa. E com essa grande quantidade de pessoas, apenas 1 ou 2 trabalhavam com atividade remunerada.  Outro dado surpreendente foi de que 97 % dos estudantes moram em casa própria.
Para auxílios do governo a maioria não recebe e os que recebem, recebem bolsa família ou pensões das mais diferentes vertentes. Nesse mesmo lado a renda familiar que mais se repete nos questionários é de 1 a 3 salários mínimos, mas teve casos de um salário mínimo apenas e até de 6 a 9 salários mínimos também.
O histórico familiar para problemas que mais se repete é o de alcoolismo, seguido de perto por doenças e drogas, o desemprego não ficou despercebido também. Muitos estudantes não marcaram nenhuma questão e também alguns casos de deficiência.
O 8º ano A por ser uma turma bem numerosa não tem como ser homogênea. As diferenças são gritantes. Apesar de a grande maioria possuir a mesma idade o histórico familiar e a vivência são muito distintos. Temos estudantes bem infantis e alguns bem desenvolvidos, adolescentes já. Do mesmo jeito que alguns são extremamente estudiosos outros, nenhum pouco. A heterogeneidade precisa ser trabalhada, e muito. Para duas turmas formar uma só é sempre trabalhoso, eles ainda estão divididos em 8º A e 8º B. Precisamos uni-los.
Em comparação com as outras turmas o 8º ano não se destacou muito. A média salarial das turmas está igual, bem como a casa própria e a escolaridade dos responsáveis. Acredito que essa é a realidade dos bairros que a escola engloba. Não tendo como algo se destacar entre os demais. A carência vivenciada na escola não se comprovou pelos questionários. O que nos deixa a dúvida se foi ou não respondido sinceramente. A vergonha de sua família pode ter sido um dos motivos para isso acontecer.


GRÁFICOS OBTIDOS COM O QUESTIONÁRIO


















































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